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Enquanto 94% das embalagens de defensivos agrícolas utilizadas no Brasil são recolhidas, nos Estados Unidos, país que mais produz soja e milho no Mundo, apenas 30% das embalagens são coletadas e levadas para a reciclagem. Em média 55 caminhões por dia trafegam pelas rodovias federais e estaduais transportando embalagens para a reciclagem, destes cerca de 15 caminhões apenas em Mato Grosso.

 
De janeiro a julho no Brasil 27,3 mil toneladas de embalagens de defensivos foram recolhidas, 9% a mais que as 25,1 mil toneladas do período em 2013, segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV). Somente Mato Grosso em sete meses recolheu 6,641 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas, 6% a mais que as 6,284 mil toneladas do ano passado.
 
Mato Grosso, de acordo com dados do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos), divulgados pelo inpEV, segue na liderança de destinação de embalagens vazias de defensivos. 
 
Segundo o presidente do inpEV, João Rando, em entrevista ao Agro Olhar, existe 411 unidades de recebimento de embalagens de defensivos espalhadas pelo Brasil, sendo 112 centrais e 298 postos de recolhimento. Em Mato Grosso são 15 centrais e 17 postos de recolhimento em operação e outros quatro em construção.
 
“O volume de embalagens coletadas cresce conforme a nossa produção aumenta, principalmente de a de soja, o que torna, inclusive, Mato Grosso líder em coleta também. Atualmente, 94% das embalagens de defensivos são recolhidas no Brasil, percentual maior que os 30% dos Estados Unidos. Canadá e Alemanha recolhem apenas 70%”, comenta Rando.
 
Rando comenta que para cada quilo de embalagens recolhidas um quilo de novas embalagens é feito. “Temos a fábrica Campo Limpo, mesmo novo do sistema, que faz a reciclagem. Além disso, em Cuiabá a uma recicladora, a Plastibras, que faz parte do Sistema Campo Limpa e transforma as embalagens em tubos para a construção. Através das embalagens de defensivos podemos produzir outros 20 produtos”.
 
As embalagens de defensivos são plásticas, papelão e metálica. No caso da metálica estas vão para a fábricas de siderurgia aonde são transformadas em vergalhões. “A reciclagem gera emprego e agrega valores”.
 
No país ainda há os RIs (Recebimento Itinerante) de embalagens. São aproximadamente 2,5 mil Ris espalhados pelo Brasil com o objetivo de atender os pequenos produtores da agricultura familiar. 
 
“Em termos de tamanho Mato Grosso possui as maiores unidades de recolhimento, até pelo tamanho das propriedades e escala de produção. Contudo, há Estados como o Paraná, que conta com uma logística melhor e cidades mais próximas que possuem mais unidades, porém pequenas”, ressalta o presidente do inpEV.
 
Os novos postos de recolhimento estão sendo construídos na região do Xingu, Gaúcha do Norte, Colniza e Nova Bandeirante. “Conforme há necessidade construímos unidades”, frisa Rando. Alto Garças é um exemplo, visto as embalagens serem recolhidas e levadas para Rondonópolis. 
 
Logística
 
A logística é hoje o maior entrave do setor de recolhimento de embalagens de defensivos, também, segundo Rando. “Fazemos a entrega reversa no Brasil, ou seja, o mesmo caminhão que leva os defensivos traz até a reciclagem as embalagens vazias, principalmente em mato Grosso. Por dia, entre 55 e 60 caminhões fazem o transporte das embalagens, sendo uma média de 15 por dia apenas em Mato Grosso”.
 
O controle dos recolhimentos e destinos das embalagens são monitorados através de um sistema propriamente desenvolvido pelo Sistema Campo Limpo. 
 
Projeto Piloto
 
Diante das dificuldades de logística, como é o caso de Mato Grosso, com infraestrutura rodoviária precária e cidades com média de 60 a 100 quilômetros uma das outras, o inpEV criou um projeto de agendamento. O projeto piloto que consiste no agendamento online do recolhimento das embalagens foi realizado em três cidades de Mato Grosso e agora será implantando no restante do Estado e do país.
 
“Para Mato Grosso, com a logística que tem, o agendamento online é ideal. O produtor além de agendar, poderá nos dizer o tipo de caminhão (tamanho) que será necessário para coletar as embalagens”, salienta Rando.
 
 
Fonte: Site Agência da Notícia – 28/08/2013