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 Mato Grosso é responsável por recolher 98% de embalagens vazias de agrotóxicos utilizadas no campo. Isso torna o Estado líder no ranking nacional e permite ser o maior transformador deste material em novos produtos que são comercializados em vários setores. Já no âmbito nacional, 94% das embalagens são destinadas adequadamente, preservando o ambiente.

 
Os dados são do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). O presidente da entidade, João Cesar Rando, relembra o surgimento. “O InpEV foi criado em 2001 e cresce proporcionalmente à expansão da agricultura. Estando em sua maturidade está preparada com alta tecnologia e profissionais treinados para atender em 100% de sua capacidade”.
 
Atualmente tem no Brasil 112 centrais e 298 postos para recebimento das embalagens e mais e 250 pontos itinerantes para que o produtor não tenha dificuldade de devolver a embalagem. A grande novidade, para facilitar, dar mais agilidade e organizar o recolhimento é um sistema de agendamento online. O sistema que é de simples acesso pela internet está em fase piloto em 7 localidades do Brasil, sendo 3 delas em Mato Grosso, com a previsão de se estender a todo o Estado até o fim deste ano e ao país até 2015. O produtor, que tem até 1 ano para devolver as embalagens, vai poder se programar com data e horário que melhor encaixar à sua rotina.
 
Rando relata que o sistema é inovador. “Para o produtor, este novo canal vai dar mais rapidez na entrega porque ele chega no ponto de entrega com uma equipe preparada e já aguardando por ele. Corre menos risco de ter problemas com as datas de devolução”. O presidente ressalta ainda sobre a segurança e organização. “Ele não vai perder tempo, nem correrá o risco de perder a viagem e tem mais segurança pois além de agendar, recebe um protocolo que acaba sendo um documento em caso de fiscalização. A organização é tão rigorosa, que 10 dias antes o produtor tem que confirmar o agendamento”.
 
Apesar de ainda estar em teste, João Cesar Rando, conta que o agendamento via internet já tem uma grande aceitação e que os produtores vão se beneficiar muito dessa nova ferramenta. “Nosso desejo é que até 2015 todos os agricultores possam se beneficiar desse novo sistema”.
 
Estatísticas - O número de embalagens vazias de agrotóxicos destinadas corretamente cresceu 11,44% de janeiro a julho deste ano ante 2011. Naquele ano foram recolhidas 5,959 mil toneladas e este ano passou para 6,641 mil (t). Todo esse material é reciclado, transformado em novos produtos. Este processo de transformação é feito por empresas como a Plastibras, localizada em Cuiabá, no Distrito Industrial. Helton Luiz Reis, gerente industrial da empresa, conta como é feita a transformação. 
 
“As embalagens recolhidas pelo InpEV vão para as centrais onde são trabalhadas e depois encaminhadas para empresas como a nossa”, diz ao acrescentar que o material é triturado e lavado (nada é desperdiçado, a água usada para este processo é toda reaproveitada). Na sequência é feita a extrusão, momento em que o plástico é derretido e depois filtrado e convertido em granulado. O resultado que se tem ao final é uma resina reciclada, que se transforma em dutos, eletrodutos e drenos, usados na construção civil.  (Marisol França, Repórter do GD) 
 
Fonte: Site Gazeta Digital – Geral – 31/08/2014